
BLACK TIDE
Jovens demais para o rock’n’roll? É a pergunta que vem à tona diante da sonoridade em crise na qual vinga a rebeldia adolescente que dá forma à Black Tide. Quando entrou no estúdio para dar início às gravações do CD Light from above, o vocalista, guitarrista e principal compositor da banda, Gabriel Garcia, tinha exatos 13 anos! Aliás, os demais integrantes da Black Tide mal saíram da adolescência.
Depois de convulsionar o palco principal do Ozzfest, em 2007, tocando de igual para igual com pesos pesados do porte de Lamb of God e o próprio Ozzy Osbourne, Black Tide lançou finalmente seu tão ansiado álbum de estréia. Em pauta, uma sonoridade de pura catarse; intensíssima descarga de hormônios elétricos, nos moldes de clássicos do thrash juvenil como Kill ‘em all (Metallica), Bestial devastation (Sepultura) e Killers (Iron Maiden).
Em uma era comandada por fedelhos emo, fraternidades pueris como a dos Jonas Brothers e outros anódinos replicantes das boy bands de outrora, nada mais arrepiante que ouvir Gabriel Garcia urrando a plenos pulmões a canção Live fast, die young (Viva rápido, morra jovem), com a qualificação que sua idade lhe outorga. Manifesto intempestivo, sem negociações ou réplicas, no qual o extremo do novo se imola em uma explosão e transtorna todo o resto.
Slipknot fará um show no Brasil com a banda desses adolescentes abrindo os shows, novos ou nao o som e digno de se ouvir por qualquer um que goste de heavy metal.

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